Shonda Land acerta novamente e nos brinda com um episódio incrivelmente sensível em Grey’s Anatomy. Confesso que chorei no final, com aquele mantra para espantar os pesadelos. Não teria sido assim se o roteiro todo não caminhasse na mesma linha. Tenho que dizer que Arizona deu show, assim com Alex Karev, que vem ganhando imensamente minha simpatia.
O fenomenal desse episódio é que não teve apelação, pelo menos, não pra mim. O trabalho de Arizona com as crianças vem sendo mostrado de forma uniforme e ela sempre mostra esse lado mais ‘coração’. O garotinho com problemas intestinais, há sete meses vivendo no hospitale passando por cirurgias inúmeras foi muito marcante. Mais do que ele até, a presença dos pais, da mãe, em especial, trouxe um toque a mais para o caso. Ricos até demais, os pais resolvem doar 25 milhões de dólares ao hospital. Tudo graças à Arizona, que conseguiu prolongar a vida do garoto em mais de 2 anos além da expectativa usual. Mas, pouco antes de receberem todo esse dinheiro, o menino entra em colapso e Arizona não pode mentir. Está chegando a hora da despedida, não importa o que ela faça. Mas, os pais exigem outra cirurgia, o Chief e aquele outro puxa-saco sem nome, pressionam a pobre Arizona para entrar na sala de operações. Indo contra todos os seus instintos, ela segue em frente e o resultado é a morte de Wallace, justamente no dia em que completaria 11 anos de idade. Já seria triste o suficiente se esse dia também não fosse o aniversário de Arizona. Ela ganha uma festa surpresa de Callie, com todo o pessoal do hospital, mas como toda festa assim, acaba em fiasco. De volta ao hospital, Arizona reencontra os pais de Wallace. Ela os leva para ver o corpo do filho e então temos a cena mais linda do episódio, com o mantra dos sonhos (repetido 3 vezes par funcionar) e um belo tapa na cara do puxa saco sem nome e do Chief. A doação ainda será feita, metade deve ir para o hospital e metade para pesquisas que ajudem a encontrar a cura para a doença do intestino curto, tudo por causa de Arizona e não para encher os buracratas de dinheiro.







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